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sábado, 10 de março de 2018

Diagnóstico Sócioambiental e Cultural

Diagnóstico Sócioambiental e Cultural: Escola Estadual Marques Afonso

Josiney Pedro Vianey. 

O município de São Domingos do Prata possui uma área de 743.768 Km², com uma população total de 17.352 habitantes, sendo 10.506 da zona urbana e 6.846 da zona rural. Sendo este constituído por 5 distritos: Conego João Pio, Santana do Alfie, Juiraçu, vargem linda e ilhéus do prata. O local encontra-se com uma boa quantidade de problemas ambientais como áreas desmatadas, queimadas, esgoto a céu aberto, criações de poços artesianos indevidos e compactação do solo. Mas boa parte destes problemas estão sendo combatidos pela secretaria de meio ambiente com projetos de conscientização da população e ajuda de restauração de cada caso especifico. O município possui um acervo cultural maravilhoso muito bem preservado, além de um local onde contém todo um acervo histórico do município (Casa de Cultura Mendes Pimentel). Em São Domingos há 1 hospital, 1 centro de saúde e 6 PSF sendo 3 em zona urbana e 3 em zona rural. Há 5 escolas estaduais, 1 particular e 20 Municipais. 
Fachada da Escola Estadual Marques Afonso, São Domingos do Prata.
Data: 19/09/2017. Autor: Josiney Pedro Vianey.
Estou acompanhando os professores em uma escola estadual em que a maioria dos alunos, no turno da manhã, são da zona rural. A Escola Estadual Marques Afonso, é estruturada em 2 blocos de 2 andares e em cada andar há em média 10 salas. Nesta escola são oferecidos cursos técnicos de informática e administração, além do programa jovem empreendedor. A escola é bem equipada com sala de informática, biblioteca, laboratório, horta, além de um espaço conhecido como uso múltiplo, onde são realizadas palestras, aulas de teatro e dança. O transporte dos alunos é feito de ônibus, que encontram-se em boas condições. O lugar oferece ótimas condições para realização de ótimos projetos.

Diagnóstico Sócioambiental e Cultural


Diagnóstico Sócioambiental e Cultural: E.E. José Cristiano

Flávia Ribeiro Dias 

Diante das observações feitas, percebe- se que o município de Rio pardo de minas é um dos que tem maior número da população vivendo no campo, no entanto não há políticas públicas que valorizem e incentivem a população campesina a continuar no campo e a buscar melhorias para o seu lugar de vivência. Isto é perceptível pelo fato de a maioria dos estudantes que moram no campo terem que se deslocar para a cidade para estudarem e de, mesmo aqueles que estudam no campo, receberem apenas o ensino tradicional que não evidencia para os estudantes as peculiaridades encontradas no campo e a importância disso para todo o município. Muitas das vezes é na própria escola que se encontram pessoas preconceituosas com relação às do campo, como se o espaço geográfico residido pelo ser humano fosse o formador de sua capacidade intelectual, como se a pessoa campesina fosse incapaz de alcançar os seus objetivos, levando as pessoas do campo a pensarem da mesma forma e em muitas vezes desistir dos sonhos, por insegurança e medo de não alcançar seus objetivos. 

Fotos da Escola Estadual José Cristiano por fora das salas de aula. Data: 18/09/2017
Autor/acervo: Flávia Ribeiro Dias

Observou-se que todas as escolas, tanto as localizadas no campo como as na cidade que recebem estudantes residentes do campo não possuem estratégias para atender a estes alunos. No entanto há cursos como o de Licenciatura em Educação do Campo, que formam profissionais capacitados para atender a população campesina e que dão a esperança de que possa se oferecer uma educação transformadora, voltada para a realidade do campo. Pois na maioria das escolas existem profissionais bem capacitados, porém na sua formação acadêmica não receberam instruções de como incluir em suas aulas algo que evidencie a importância do campo. Com cursos como esse a contribuição torna-se muito mais significativa tanto para a população rural como urbana, promovendo uma valorização maior da cultura e tradições.

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E CULTURAL


DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E CULTURAL: E.E. NORBERTO DE ALMEIDA ROCHA

Aderlany Costa de Souza

Ao realizar as pesquisas necessárias para contemplar as questões do diagnóstico socioambiental e cultural realizado na minha região de origem, o município de Rio Pardo de Minas (MG), o que me chamou a atenção foi a grande área ocupada por sua extensão, com 3.118.672 km², sendo que dessa área total apenas uma pequena parte é de perímetro urbano. 

A maioria da área está voltada para vegetação e comunidades do campo, que é onde está a maior riqueza desse município, como as festas populares que ocorre todos os anos nas comunidades, aniversário da cidade, festas juninas, que são apreciadas por todos e principalmente. 

Mesmo enfrentando grandes dificuldades na biodiversidade do cerrado, grandes desmatamentos realizados há anos para o cultivo do eucalipto, afetando o habitat natural de animais silvestres e aves também os próprios seres humanos que moram aos arredores dessas áreas e que hoje lutam contra a escassez hídrica, a população do campo resiste para preservar sua cultura. 

Mesmo com essa desvantagem, a falta de água, a atividade econômica que predomina no município é a agricultura familiar, da qual boa parte de suas produções são destinadas à feira livre na cidade. Mesmo com os efeitos negativos causados pelo eucalipto, algumas pessoas trabalham em carvoeiras, mas hoje em um número menor de empregados devido à substituição do trabalho braçal pelo maquinário. Mesmo com essas atividades econômicas, tem um percentual de desempregados alto, que são obrigados a sair da cidade para trabalhar como safristas. 



Escola Norberto de Almeida Rocha, localizada no município de Rio Pardo de Minas 
FONTE: Agência Minas

Umas das saídas que os produtores agrícolas recorrem são as cooperativas que prestam assistências a suas lavouras, são elas: a COOPERSAM, fornece assistência técnica e extensão rural aos sócios; a COOPAAB, que atua na exploração agroextrativista de frutos do cerrado; a COOPAV, que tem suas produções voltadas a economia da comunidade Vereda Funda. 

Nas pesquisas realizadas uma das coisas que me chamou a atenção foi o fato de que entre todas as escolas existentes no município, apenas uma é registada como escola do campo, a E.E. Norberto de Almeida Rocha, que desenvolve o projeto da feira da cultura, que tem por objetivo resgatar as culturas locais. É uma feira onde participam todas as comunidades do entorno, outras escolas que desenvolvem projetos voltados para a questão ambiental e da cultura local. 

Como as minhas atividades do PIBID, estão sendo desenvolvidas na E.E. Norberto de Almeida Rocha, trago aqui com poucas palavras a história de sua fundação: foi fundada no ano de 1964, iniciaram suas atividades em outras localidades próximas. Recebeu esse nome em homenagem ao emérito senhor que residia nas mediações da mesma.