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domingo, 1 de outubro de 2017

Projeto de Intervenção Pedagógica 2017 - EFA Nova Esperança


Movimento social da Educação do Campo: sujeitos protagonistas, suas trocas de experiências e místicas como fortalecimento das lutas

Fernanda Mendes de Melo

          O projeto em questão é pautado na temática: Movimento Social da Educação do Campo e suas representações simbólicas, em especial as místicas. Estando na EFA-NE e percebendo certa “deficiência” no trato da educação do campo como Movimento Social dos campos e dos camponeses em busca de outra educação que venha de fato colaborar na transformação das realidades camponesas, senti-me instigada a trabalhar sobre o tema. E escolhendo os estudantes do primeiro ano, já que estes são os “novatos” e tem uma visão minimizada da escola enquanto movimento social.
Acreditando que esta luta popular é necessária e, inevitavelmente cansativa, e que a mística é um dos principais símbolos e fortalecedores destas, a proposta é leva-la para escola, uma vez que esta não acontece frequentemente na mesma, somente em raros momentos (e geralmente é em momentos de participação da escola em outros espaços que não o interior da escola). Justifico assim a importância e validade deste projeto. Para se alcançar os objetivos foram planejadas ações didáticas teóricas e praticas, no interior e exterior das salas de aula, textos e referencias impares como, FREIRE 1979 e ARROYO, 1999.
Os campos e os camponeses não estão estáticos, as lutas são diárias e as conquistas também. Uma educação que contribua e acrescente em tais lutas é indispensável/necessária. Pois a educação tem o poder de transformar as estruturas ao passo que transforma as pessoas. Educação do campo para as construção e desconstruções que se fazem necessárias nos campos brasileiros. Seguimos em luta!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Fala,EFA Nova Esperança/MG!


Uma vez EFA, sempre EFA!
Autora: Fernanda Mendes de Melo 

A frase acima é lema da Escola Família Agrícola Nova Esperança-EFA/NE que aqui tratarei. Escola do campo, situada na comunidade Matrona no município de Taiobeiras, Norte de MG, atende jovens e famílias do campo e oferece o ensino médio integrado ao curso técnico em agropecuária. A EFA nasceu, com a demanda vinda das famílias, por uma educação diferenciada e uma formação técnica, ou seja, um ensino que favorecesse o desenvolvimento do campo. Em 2005 o “projeto EFA/NE” começa a ser pensado. Inicia-se com especulações e conversas entre parceiros, como os Sindicatos de Trabalhadores e demais parcerias e a Associação Mineira das EFAs. A estrutura foi criada em 2010, porém os trabalhos só se iniciaram no ano de 2012.

Fonte:Representação dos pilares da Pedagogia da Alternância. 
Local: Refeitório da EFA/NE. 13/04/2017.
Creditos foto: Josimar Ramos.
O projeto de educação do campo das EFAs, em especial da EFA/NE, como apresentado na nomenclatura, é uma FAMÍLIA, onde todos os envolvidos formam uma ASSOCIAÇÃO (fazem parte da Associação: famílias, alunos, comunidade e parceiros) e juntos tem o compromisso de fazer acontecer de verdade o ensino que acreditam que se baseia na troca de experiências e o reconhecimento do campo e suas riquezas, sejam físicas ou culturais. Para um maior fortalecimento e interação destas experiências são realizados na escola diversos eventos culturais, o principal é a Festa da Terra que conta com as mais variadas representações culturais do todo Alto Rio Pardo. A escola hoje conta com cerca de 130 alunos divididos entre os três anos do ensino médio, e com um corpo pedagógico de 09 monitores/professores internos. Numa paisagem típica do cerrado mineiro e num prédio em bom estado de conservação, os estudantes permanecem quinze dias internos na escola e quinze dias na comunidade, fazendo assim acontecer a Pedagogia da Alternância.
Quanto aos trabalhos do PIBID, as expectativas são as melhores, pois compartilho com os ideais da EFA na promoção de um ensino para jovens do campo que não seja apenas para informá-los, mas para realmente formar. Por defenderem uma “educação do campo que é direito e não esmola!”.